Amo as pedras da rua, como amo as pessoas…
porque a elas, também confidencio os meus passos.
E sigo sempre em frente…
sem medos e sem angústias.
As pedras seguram os meus pés,
às vezes exangues e trôpegos.
Quantas vezes
estas mesmas pedras
receberam água do meu rosto,
e gélidos gestos de fuga.
os caminhos seriam deuses…

4 comentários:
As pedras das ruas, onde, paulatinamente, calcorreamos entregues à crueldade dos quotidinanos, ...com um olhar ceguinho de choro...
Essas confidentes de desassossegos grandes que vem dos confins da infância...biblitoca de sonhos..
As pedras da rua, que nos "suportam" a meio da noite e, por vezes, nos levam a prantos perfumados...
Abraço
Paulo
*quatidianos
É incrível como consegues deixar-me sempre sem palavras!
Adorei cada palavra que li copiosamente. Parabéns pelo lindíssimo poema.
Abraços
Bonitas palavras num bonito poema. Parabéns, continuas a escrever lindamente!
Abraço*
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