Aderindo à nova moda, chamada "Twitter", aqui fica o meu endereço, para todos aqueles que me queiram adicionar.
Os rumores foram mesmo confirmados.
Madonna vai voltar à estrada, com a "Sticky & Sweet Tour", que se transformou em 2008, na Digressão mais rentável de sempre para um artista solo, arrecadando 280 milhões de dólares.
Tive a oportunidade de assistir ao concerto do dia 14 de Setembro, em Lisboa, no Parque da Bela Vista, onde uma multidão de 75.000 pessoas vibrou durante duas horas, com a extraordinária actuação da Rainha da Pop.
Tive a oportunidade de assistir ao concerto do dia 14 de Setembro, em Lisboa, no Parque da Bela Vista, onde uma multidão de 75.000 pessoas vibrou durante duas horas, com a extraordinária actuação da Rainha da Pop.
Ainda esta semana, devem ser anunciadas as novas datas para esta segunda etapa. Tudo aponta para que sejam escolhidas cidades europeias, que em 2008 não foram contempladas no itinerário.
Ontem estava frio... muito frio! Na minha cidade nevou.
Decidi que a tarde, seria passada no quente do meu quarto. Fechei as persianas, deitei-me na minha cama fofa, cobri-me com o cobertor azul macio e coloquei um DVD.
O filme escolhido foi "The Others", com um soberbo desempenho de Nicole Kidman. A história é fascinante, psicologicamente arrebatadora.
É talvez dos filmes mais surpreendentes, daí a minha escolha para o rever. Entretanto, o vento começou a uivar nas janelas do meu quarto. As persianas bateram e uma chuva insistente musicou aquela tarde domingueira. Uma tarde, PERFEITA!

O filme escolhido foi "The Others", com um soberbo desempenho de Nicole Kidman. A história é fascinante, psicologicamente arrebatadora.
É talvez dos filmes mais surpreendentes, daí a minha escolha para o rever. Entretanto, o vento começou a uivar nas janelas do meu quarto. As persianas bateram e uma chuva insistente musicou aquela tarde domingueira. Uma tarde, PERFEITA!
No Sábado passado fui ver Amália - O Filme. É verdade que as expectativas eram muitas. Trata-se afinal, de um filme sobre a vida da mais importante artista Portuguesa.
O "trailer" mil vezes apresentado na televisão até prometia.
Infelizmente, o produto final fica muito aquém do esperado. O argumento não flui, há erros gritantes de "casting" (ninguém me diga que José Fidalgo é actor), e chega a ser maçador assistir a algumas imagens, que nos transportam para uma qualquer telenovela.
Falta um enfoque maior na brilhante carreira de Amália, que é descaradamente passada para segundo plano, em prol da mulher deprimida e profundamente angustiada.
Amália tinha uma tristeza muito grande, é um facto. Só assim pode ser quem foi (é). Mas era muito mais que tristeza e abandono.
No final, fica a sensação de um vazio inexplicável. Como se nada do que vimos, retratasse inteiramente a nossa Amália.
Há dois ou três momentos emocionantes: algumas passagens da infância e sobretudo, a despedida de Alain Oulman.
Escrevo estas linhas ao som da banda sonora do filme, cujos temas de Amália são seguramente bem escolhidos. Parabéns ao Nuno Malo pelas quatro faixas originais.
Como admirador de Amália Rodrigues, prefiro de longe reler a sua biografia, brilhantemente elaborada pelo Vítor Pavão dos Santos, ou até rever o Musical de Filipe La Féria, que durante seis anos em cena arrebatou plateias.
O "trailer" mil vezes apresentado na televisão até prometia.
Infelizmente, o produto final fica muito aquém do esperado. O argumento não flui, há erros gritantes de "casting" (ninguém me diga que José Fidalgo é actor), e chega a ser maçador assistir a algumas imagens, que nos transportam para uma qualquer telenovela.
Falta um enfoque maior na brilhante carreira de Amália, que é descaradamente passada para segundo plano, em prol da mulher deprimida e profundamente angustiada.
Amália tinha uma tristeza muito grande, é um facto. Só assim pode ser quem foi (é). Mas era muito mais que tristeza e abandono.
No final, fica a sensação de um vazio inexplicável. Como se nada do que vimos, retratasse inteiramente a nossa Amália.
Há dois ou três momentos emocionantes: algumas passagens da infância e sobretudo, a despedida de Alain Oulman.
Escrevo estas linhas ao som da banda sonora do filme, cujos temas de Amália são seguramente bem escolhidos. Parabéns ao Nuno Malo pelas quatro faixas originais.
Como admirador de Amália Rodrigues, prefiro de longe reler a sua biografia, brilhantemente elaborada pelo Vítor Pavão dos Santos, ou até rever o Musical de Filipe La Féria, que durante seis anos em cena arrebatou plateias.
Eu era ainda uma criança. Mas esta canção ficou na minha memória para sempre. Num tempo em que a música portuguesa tinha tantas pérolas.
TELEPATIA
Ana Zanatti /Nuno Rodrigues
Telepatia
Silêncio, Calma
Feitiçaria
Da tua alma
Passo a passo
Sem ter medo
Abrimos, soltámos
O nosso segredo
E a sorrir
Devorámos o mundo
Num abraço
Tão profundo
Telepatia
Sem contratempo
Deixei-te um dia
Num desalento
E eu sonhava
Existia
Pra sempre, pra sempre
Foi pura poesia
Sem pensar
Não vi-te, passavas
Pelo meu corpo
Não ficavas
Telepatia (faladO)
Minha querida, eu soube sempre
Eu já sabia que te ia conhecer
Fiz tanta força
Para isto acontecer
És tão bonita meu amor
Eu não te queria perder
Já sei, adivinho
O que estás a pensar
Vim do outro lado do mar,
Talvez outro dia volte, não sei
Mas penso em ti, acredita
Adivinhei-te em segundos
Quando jurámos eternidade
Eu sabia que nos voltaríamos a encontrar. Sentia-o de uma forma estranha.
No passado Sábado, fui ao encontro da velha casa que tantas vezes testemunhou o nosso amor. As paredes estavam mais amarelecidas e o ar vazio, marcava ainda mais o seu abandono.
O quarto guardava o teu perfume, doce e ao mesmo tempo agreste. Sentei-me naquela cama, despida de lençóis, mas ávida de aconchego.
Recordei os momentos únicos de prazer ali conseguidos. O suor, os nossos corpos em perfeita sintonia, os gemidos quando o orgasmo chegava.
Arrepiei-me e as minhas mãos tremeram. Buscaram a tua boca, os teus lábios quentes e sedosos… o teu corpo nú.
De repente adormeci… sonhei contigo uma vez mais. Estavas no jardim da velha casa a sorrir para mim. Seguravas nas mãos duas canecas de chocolate quente.
O sol despedia-se no horizonte, tocando o horizonte avermelhado. Junto á mesa de pinho bravo, abraçámo-nos e jurámos amor eterno.
Um grupo de aves veio saudar-nos, e os nossos beijos foram tocados pelo vento leve, que então soprou.
Acordei assustado com o ranger da porta da entrada, que de seguida bateu. Levantei-me e fui espreitar. Pela fresta consegui vislumbrar um vulto, envolto numa capa branca. Tinha a cabeça coberta e colocava duas velas em cima da mesa rectangular da sala. Em seguida, começou a despir a pesada roupa que trazia, voltou a cabeça e disse-me:
- Sou eu! Voltei!
E no soalho da velha casa, gasto pelo tempo, fizemos amor, oferecendo de presente aos Deuses, o momento eterno do nosso reencontro.
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