segunda-feira, dezembro 10, 2007 1 Sensações de Mar

... em Março de 2008


Um dos meus sonhos está a ganhar forma.
Em
Março de 2008 sai o meu primeiro livro.

Um enorme e sentido Obrigado a todos...



segunda-feira, dezembro 03, 2007 4 Sensações de Mar

Pedras

Amo as pedras da rua, como amo as pessoas…
porque a elas, também confidencio os meus passos.
E sigo sempre em frente…
sem medos e sem angústias.
As pedras seguram os meus pés,
às vezes exangues e trôpegos.
Quantas vezes
estas mesmas pedras
receberam água do meu rosto,
e gélidos gestos de fuga.

Ai se as pedras tivessem alma
os caminhos seriam deuses…


domingo, novembro 11, 2007 3 Sensações de Mar

Pensamento VII

Nunca percebi bem porque choro tanto.
Até que descobri dentro de mim uma nascente de emoções, que forma um longo rio de sentimentos,
e desagua nos meus olhos infinitamente...

terça-feira, outubro 16, 2007 6 Sensações de Mar

Poema dos 30 Anos

A vida reflecte-se nos meus olhos…
mareados por trinta anos de amor.

Hoje dói-me a figura do passado,
que me persegue com passadas
rápidas e dolorosas.

Debruço-me neste caminho lânguido
e espreito o que está por vir.
Se já passaram trinta anos,
que mais haverá por descobrir?

Deito-me sozinho na estrada
E interrompo o tempo teimosamente!

Hoje faço Trinta Anos!!
Do meu ser tudo tiro…
para que a mim tudo volte,
Novamente…
Eternamente…

quinta-feira, setembro 27, 2007 3 Sensações de Mar

Pensamento VI

Quando pensares que não consegui esquecer-te, olha para a tua sombra e vê, como caminho mais rápido que ela.

sexta-feira, setembro 07, 2007 4 Sensações de Mar

Água


Sou como a água que corre dos altos montes.
Salto de pedra em pedra
e perco-me nos campos que alimento.

Se me deixarem…
extasio criaturas,
sacio bocas sedentas,
banho corpos frágeis…
e percorro a imensidão
das marés onde aporto.

segunda-feira, agosto 20, 2007 3 Sensações de Mar

Pensamento V


Avistei um anjo, vindo do outro lado da montanha.

Não foi necessário chamá-lo… ele reconheceu-me ao longe… pela forma como sorrio quando avisto o Belo, e pela minha maneira delicada de chamar os Deuses.

segunda-feira, agosto 13, 2007 1 Sensações de Mar

FOI ASSIM - Zita Seabra

Nunca foi de interesse colocar no meu blog, os livros que vou lendo (e são muitos).
No entanto, sinto a obrigação de abrir uma excepção.

“Foi Assim” de Zita Seabra, foi um livro que li em dois dias e o qual já cataloguei, como um dos livros da minha vida.
Para mim, que nasci após o 25 de Abril, foi emocionante sentir toda aquela ambiência e viajar através de todas as vivências da autora.
Deixei-me guiar pela mesma paixão com que se abraça uma causa e como, de forma por vezes brutal, nos deparamos com uma realidade sórdida, que põe em causa todos os valores que até então defendemos.
Parabéns a Zita Seabra pela coragem e pela forma exemplar com que nos dá uma lição de história.

segunda-feira, julho 30, 2007 8 Sensações de Mar

Segredo...

Hoje partilho um segredo.
Estava morto,
solitário enregelado.

Desistindo da vida
amordacei-me ao desespero.
Descontrolei-me
e fui ao encontro da morte.

Apareceu-me de cara fechada
rosto sombrio e disforme…

Eis que então:
uma mão agarra o meu peito
e uma luz atravessa o coração…

Voltei-me e vi Deus…

Desisti da partida.
O meu lugar é a Vida
e não o eterno Adeus.

Acabou-se o medo…
a angústia, o sofrimento…
ficou um segredo
nascido do encanto,
daquele eterno momento.

terça-feira, julho 24, 2007 6 Sensações de Mar

Mergulho

Desenganem-se aqueles que acreditam que eu não posso voar.
Mostrar-lhes-ei as minhas asas feitas de sonho e de desejos.
E depois…
Viajarei por céus estrelados e luminosos…

Arrancarei suspiros e cansaços….
subirei ao cume dos Deuses.

Terminarei a viagem
indo de encontro ao mar…
mergulharei feliz nas ondas quebradiças
onde o tempo não entra,
e onde tudo é êxtase!

segunda-feira, julho 16, 2007 5 Sensações de Mar

Espelho

Olho-me ao espelho e não me reconheço.
Sinto saudades do eu que fui.

Adormeço então no meu passado…
inerte, amortalhado…
lívido das entranhas
que me corrompem.

Procuro um colo,
um silêncio…

Mas nada encontro
para além dos cadáveres…
personagens ignóbeis
que para mim imaginei.

Olho-me ao espelho e GRITO!


quarta-feira, julho 11, 2007 3 Sensações de Mar

Regresso

Apesar de pensar noutras viagens, acabei por aceitar que este é o meu porto de abrigo.
Onde encontro paz e tranquilidade… onde as palavras me devolvem à plenitude dos encontros místicos.

Afinal… vou ficar!!

Sereias e criaturas encantadas do meu mar abracem-me e beijem-me…
o Oceano canta a minha chegada e a sua espuma, ornamenta-me o corpo nu…


quarta-feira, junho 27, 2007 5 Sensações de Mar

FIM


Parto em busca das vozes...


Alguém me chama daquele horizonte, que hoje está carregado de estrelas e de maresia.
O mar, companheiro da minha solidão, clama por mim. Não lhe vou negar a minha presença.
Acendem-se no meu peito, desejos incontáveis de partir... de me embrenhar nos sonhos longíquos da conquista.

Sou um Viajante sem porto seguro. Continuo a viagem... à procura da Praia da Paz e das Lembranças Felizes.

Um dia passarei por aqui... liberto das amarras da angústia e do desespero.
Quando o mar me consagrar ao Eterno, aqui virei recordar as palavras que aos meus amigos ofereci... as minhas viagens pelo inconsciente do belo e do esplendor marítimo.

ATÉ SEMPRE!


terça-feira, junho 12, 2007 2 Sensações de Mar

Mimos


Tiveram saudades minhas?
Sentiram a minha falta?

Gostava que me dissessem que sim…
percepcionar que afinal gostam do que escrevo, faz-me rejuvenescer no amor próprio.

Garanto-vos que não demorei propositadamente a colocar um “post”.

Mas quero ser mimado!!

Mimem-me…

quinta-feira, maio 10, 2007 5 Sensações de Mar

Imensidão


Dono da imensidão.
Senhor do Mar
e do
horizonte sem fim...

Tudo é meu

no que não é!


Onde Deus habita,

residem os sonhos frágeis

da criança que naufraga em mim...


Imensidão
cercada de Paz...

lugar tranquilo...

imerso no amor,

que os outros
sentem por mim.

segunda-feira, abril 23, 2007 4 Sensações de Mar

Voar

Gostava de poder voar.
Erguer a minha vida ao céu
e deixar que as minhas lágrimas caíssem,
para alimentarem os solitários.

terça-feira, março 27, 2007 11 Sensações de Mar

A Morte não Existe

Isabel chegou e pousou as suas mãos nas costas da minha cadeira. Balancei ligeiramente a cabeça e notei que os seus olhos reflectiam um certo mal estar.
Aquele verde penetrante, estava imerso num caudal de lágrimas, pronto a soltar-se.
- Que tens Isabel? – perguntei.
- Sabes que há uns tempos que me ando a sentir mal. Um cansaço constante e umas dores de cabeça infernais.
Certamente que Isabel estava a precisar de umas boas férias. Trabalhava muito e eu sabia bem o quanto isso a tinha desgastado nos últimos tempos. A empresa expandiu-se e todos nós tivemos que suar abruptamente.
Reparei então que as suas mãos tremiam, encostadas à minha face. Estavam frias e húmidas.
- Estás a deixar-me preocupado Isabel.
O meu rosto estava agora estranhamente padecente.
- Fiz o teste de despistagem ao VIH. Sou seropositiva.
Aquelas palavras soaram-me a sentença de morte. Não conseguia imaginar uma amiga, jovem e bonita, morrer de uma doença pérfida e humanamente incompreensível.
- Como foi isso acontecer? – estava perplexo.
- Francisco, simplesmente aconteceu. Não perguntes como. Diz-me apenas como posso ainda ser feliz.
Não respondi… esfreguei as mãos no meu cabelo, hábito que adoptei quando surge algum problema e, deixei-me levar pelos pensamentos que afloravam na minha consciência.
- Para começar, vais fazer as malas. Hoje é Sexta Feira, a meteorologia anuncia calor para o fim de semana e o mar aguarda-nos.
Isabel sorriu… naquele esgar de rosto, reparei que as almas perpetuam-se em corpos frágeis… a morte não existe!
Viajámos entre lágrimas e risos… segredámos confidências sinceras.
Chegados ao destino, avistámos as ondas, que espumavam caudais brancos sobre as rochas negras. Em silêncio, contemplávamos a voz irada do oceano.
- Tudo é tão perfeito, Francisco. Passamos pela vida e ignoramos o que se estende para além do horizonte. Esfumamos o belo, como se ele nunca existisse.
Isabel estava agora comovida. Pensei se quando somos sentenciados de morte, aprendemos que a vida tem muito mais que o banal do quotidiano.
- Isabel, vamos caminhar. Arregaça as calças.. descalça-te e deixa que os pés toquem o infinito entre mar e terra. Perpetuemos a nossa amizade, ao som das trombetas de Neptuno e do canto ameno das Sereias.
- Sempre tão poético, meu querido amigo.
Fiz uma expressão de desconfiança, que logo se desfez em mais uma gargalhada.
Era já noite, quando abandonámos a praia. Uma leve brisa fresca tocava os nossos corpos cansados. As pernas reclamavam descanso. A caminhada tinha sido longa… as brincadeiras, mais que muitas.
Deitámo-nos nas areias inertes e a lua brilhou para nós.
- Acreditas que existe vida para além da morte? – perguntou-me Isabel.
- Sim… acredito mesmo! Nada faria sentido, se assim não fosse. Mas a tua viagem ainda vai demorar. A ciência evolui a cada dia. As esperanças renascem sempre…
- Hummm – murmurou com tom de incredulidade.
Adormecemos. Quando a manhã surgiu, reparámos que os nossos corpos estavam cobertos por uma areia fina… de um perfume suave…
- Francisco, acreditas que as amizades salvam?
- Se os sentimentos que constroem as amizades são verdadeiros, então a eternidade pertence-nos.
- Tal como as estrelas pertencem ao céu…
- Isabel… tal como as nossas almas, pertencem ao infinito.
Os dias passaram… a rotina voltou! Isabel iniciou os tratamentos. Falávamos quase diariamente. Teve uma paixoneta pelo Diogo, médico auxiliar no Instituto de Doenças Infecto-contagiosas.
Eu fui destacado para a Suécia. Uma filial da empresa… um óptimo ordenado. Condições de vida excelentes.
Constantemente enviava e-mails à Isabel. Sempre preocupado com o seu estado de saúde… sempre em busca de resultados positivos.
Passaram dois anos e Isabel encontrava-se melhor. O Diogo tinha sido um companheiro extremoso. Era uma presença importante no caminho de Isabel. Um trilho cujo fim, era sempre uma incógnita.
Num dia frio de Inverno, cheguei a Portugal para uma formação. Visitei a família e calcorreei lugares preenchidos pela saudade.
Decidi então ligar à Isabel. Queria vê-la… estava ansioso por esse momento. Fazia no dia seguinte um mês, desde o nosso último e-mail.
Estranhei quando após larga insistência, ela não atendeu o telefone. Liguei para o hospital.
- Quero falar com o Dr. Diogo Silva, por favor.
- Um momento. Vamos transferir a sua chamada.
O meu coração acelerou. A música da chamada em espera irritava-me profundamente. Sempre fui impaciente…
- Estou??
- Diogo, é o Francisco. Tudo bem?
A respiração do outro lado da linha tornou-se ofegante. A voz emudeceu. Percebi de imediato. Algo de muito grave tinha acontecido.
- Diz-me que está tudo bem, Diogo.
- Francisco, a Isabel morreu!
Não consenti no meu pensamento aquela palavra! Não e não… a morte não existe!
- Conta-me o que se passou. Quero entender… preciso de saber… - a minha insistência era agora doentia.
Após silêncios humedecidos por choros inconsoláveis, Diogo contou-me o sucedido. Uma pneumonia a que Isabel não resistiu. Estava muito fraca devido aos tratamentos. Foi fatal!
Prometi encontrar-me com o Diogo no dia seguinte. Naquele dia não era capaz de o fazer. A notícia da morte da minha amiga endurecia o meu coração… gritei, injuriei tudo e todos!
Havia uma coisa a fazer. Entrei dentro do meu carro e dirigi-me para a praia… só aquele cenário que tinha sido testemunha de uma das amizades mais belas e duradouras, podia amenizar a minha dor.
Caminhei ao por do sol… pisei areias infinitas e mergulhei nas águas gélidas do abismo marinho.
Encostei-me a um rochedo, imergente da espuma feita de fúria e desespero. Ao longe, soou uma melodia cálida. Serenei o espírito e busquei a voz.
Ali… no crepuscular luar, encontrei a Deusa perdida da noite. Mareada por luzes soltas, olhou-me. Reconheci o rosto de Isabel… e com um sorriso, desbravou-me ímpetos de amor e de amizades felizes!

A MORTE NÃO EXISTE!


segunda-feira, março 19, 2007 5 Sensações de Mar

A Ti...

Doirados cabelos
que me devolvem
à paixão arrebatadora,
dos instantes etéreos,
feitos de prazer
e da ventura.

segunda-feira, março 12, 2007 2 Sensações de Mar

Lágrimas

Lágrimas…
azul de mar
que não cessa.

O meu rosto…
fronteira incauta
entre dor e água.

Além dos rios…
estou eu…
corpo de mar
que flutua…
que desfruta dos encantos
malfadados prantos…

Oh sonho perdido
entre cascatas ondulantes…

Por sobre os espíritos,
que respiram maresia
nasço e renasço
corpo frágil,
mudo do mundo
e do infinito...

quinta-feira, março 08, 2007 3 Sensações de Mar

Cansaço

Sinto-me cansado, mas ninguém repara...
As forças esvaem-se por entre os meus silêncios...

Quero ficar só...
deixem-me estar na penumbra da noite...
com o luar reflectido
nas minhas luzidias e ternas faces...


 
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