quarta-feira, julho 11, 2007 3 Sensações de Mar

Regresso

Apesar de pensar noutras viagens, acabei por aceitar que este é o meu porto de abrigo.
Onde encontro paz e tranquilidade… onde as palavras me devolvem à plenitude dos encontros místicos.

Afinal… vou ficar!!

Sereias e criaturas encantadas do meu mar abracem-me e beijem-me…
o Oceano canta a minha chegada e a sua espuma, ornamenta-me o corpo nu…


quarta-feira, junho 27, 2007 5 Sensações de Mar

FIM


Parto em busca das vozes...


Alguém me chama daquele horizonte, que hoje está carregado de estrelas e de maresia.
O mar, companheiro da minha solidão, clama por mim. Não lhe vou negar a minha presença.
Acendem-se no meu peito, desejos incontáveis de partir... de me embrenhar nos sonhos longíquos da conquista.

Sou um Viajante sem porto seguro. Continuo a viagem... à procura da Praia da Paz e das Lembranças Felizes.

Um dia passarei por aqui... liberto das amarras da angústia e do desespero.
Quando o mar me consagrar ao Eterno, aqui virei recordar as palavras que aos meus amigos ofereci... as minhas viagens pelo inconsciente do belo e do esplendor marítimo.

ATÉ SEMPRE!


terça-feira, junho 12, 2007 2 Sensações de Mar

Mimos


Tiveram saudades minhas?
Sentiram a minha falta?

Gostava que me dissessem que sim…
percepcionar que afinal gostam do que escrevo, faz-me rejuvenescer no amor próprio.

Garanto-vos que não demorei propositadamente a colocar um “post”.

Mas quero ser mimado!!

Mimem-me…

quinta-feira, maio 10, 2007 5 Sensações de Mar

Imensidão


Dono da imensidão.
Senhor do Mar
e do
horizonte sem fim...

Tudo é meu

no que não é!


Onde Deus habita,

residem os sonhos frágeis

da criança que naufraga em mim...


Imensidão
cercada de Paz...

lugar tranquilo...

imerso no amor,

que os outros
sentem por mim.

segunda-feira, abril 23, 2007 4 Sensações de Mar

Voar

Gostava de poder voar.
Erguer a minha vida ao céu
e deixar que as minhas lágrimas caíssem,
para alimentarem os solitários.

terça-feira, março 27, 2007 11 Sensações de Mar

A Morte não Existe

Isabel chegou e pousou as suas mãos nas costas da minha cadeira. Balancei ligeiramente a cabeça e notei que os seus olhos reflectiam um certo mal estar.
Aquele verde penetrante, estava imerso num caudal de lágrimas, pronto a soltar-se.
- Que tens Isabel? – perguntei.
- Sabes que há uns tempos que me ando a sentir mal. Um cansaço constante e umas dores de cabeça infernais.
Certamente que Isabel estava a precisar de umas boas férias. Trabalhava muito e eu sabia bem o quanto isso a tinha desgastado nos últimos tempos. A empresa expandiu-se e todos nós tivemos que suar abruptamente.
Reparei então que as suas mãos tremiam, encostadas à minha face. Estavam frias e húmidas.
- Estás a deixar-me preocupado Isabel.
O meu rosto estava agora estranhamente padecente.
- Fiz o teste de despistagem ao VIH. Sou seropositiva.
Aquelas palavras soaram-me a sentença de morte. Não conseguia imaginar uma amiga, jovem e bonita, morrer de uma doença pérfida e humanamente incompreensível.
- Como foi isso acontecer? – estava perplexo.
- Francisco, simplesmente aconteceu. Não perguntes como. Diz-me apenas como posso ainda ser feliz.
Não respondi… esfreguei as mãos no meu cabelo, hábito que adoptei quando surge algum problema e, deixei-me levar pelos pensamentos que afloravam na minha consciência.
- Para começar, vais fazer as malas. Hoje é Sexta Feira, a meteorologia anuncia calor para o fim de semana e o mar aguarda-nos.
Isabel sorriu… naquele esgar de rosto, reparei que as almas perpetuam-se em corpos frágeis… a morte não existe!
Viajámos entre lágrimas e risos… segredámos confidências sinceras.
Chegados ao destino, avistámos as ondas, que espumavam caudais brancos sobre as rochas negras. Em silêncio, contemplávamos a voz irada do oceano.
- Tudo é tão perfeito, Francisco. Passamos pela vida e ignoramos o que se estende para além do horizonte. Esfumamos o belo, como se ele nunca existisse.
Isabel estava agora comovida. Pensei se quando somos sentenciados de morte, aprendemos que a vida tem muito mais que o banal do quotidiano.
- Isabel, vamos caminhar. Arregaça as calças.. descalça-te e deixa que os pés toquem o infinito entre mar e terra. Perpetuemos a nossa amizade, ao som das trombetas de Neptuno e do canto ameno das Sereias.
- Sempre tão poético, meu querido amigo.
Fiz uma expressão de desconfiança, que logo se desfez em mais uma gargalhada.
Era já noite, quando abandonámos a praia. Uma leve brisa fresca tocava os nossos corpos cansados. As pernas reclamavam descanso. A caminhada tinha sido longa… as brincadeiras, mais que muitas.
Deitámo-nos nas areias inertes e a lua brilhou para nós.
- Acreditas que existe vida para além da morte? – perguntou-me Isabel.
- Sim… acredito mesmo! Nada faria sentido, se assim não fosse. Mas a tua viagem ainda vai demorar. A ciência evolui a cada dia. As esperanças renascem sempre…
- Hummm – murmurou com tom de incredulidade.
Adormecemos. Quando a manhã surgiu, reparámos que os nossos corpos estavam cobertos por uma areia fina… de um perfume suave…
- Francisco, acreditas que as amizades salvam?
- Se os sentimentos que constroem as amizades são verdadeiros, então a eternidade pertence-nos.
- Tal como as estrelas pertencem ao céu…
- Isabel… tal como as nossas almas, pertencem ao infinito.
Os dias passaram… a rotina voltou! Isabel iniciou os tratamentos. Falávamos quase diariamente. Teve uma paixoneta pelo Diogo, médico auxiliar no Instituto de Doenças Infecto-contagiosas.
Eu fui destacado para a Suécia. Uma filial da empresa… um óptimo ordenado. Condições de vida excelentes.
Constantemente enviava e-mails à Isabel. Sempre preocupado com o seu estado de saúde… sempre em busca de resultados positivos.
Passaram dois anos e Isabel encontrava-se melhor. O Diogo tinha sido um companheiro extremoso. Era uma presença importante no caminho de Isabel. Um trilho cujo fim, era sempre uma incógnita.
Num dia frio de Inverno, cheguei a Portugal para uma formação. Visitei a família e calcorreei lugares preenchidos pela saudade.
Decidi então ligar à Isabel. Queria vê-la… estava ansioso por esse momento. Fazia no dia seguinte um mês, desde o nosso último e-mail.
Estranhei quando após larga insistência, ela não atendeu o telefone. Liguei para o hospital.
- Quero falar com o Dr. Diogo Silva, por favor.
- Um momento. Vamos transferir a sua chamada.
O meu coração acelerou. A música da chamada em espera irritava-me profundamente. Sempre fui impaciente…
- Estou??
- Diogo, é o Francisco. Tudo bem?
A respiração do outro lado da linha tornou-se ofegante. A voz emudeceu. Percebi de imediato. Algo de muito grave tinha acontecido.
- Diz-me que está tudo bem, Diogo.
- Francisco, a Isabel morreu!
Não consenti no meu pensamento aquela palavra! Não e não… a morte não existe!
- Conta-me o que se passou. Quero entender… preciso de saber… - a minha insistência era agora doentia.
Após silêncios humedecidos por choros inconsoláveis, Diogo contou-me o sucedido. Uma pneumonia a que Isabel não resistiu. Estava muito fraca devido aos tratamentos. Foi fatal!
Prometi encontrar-me com o Diogo no dia seguinte. Naquele dia não era capaz de o fazer. A notícia da morte da minha amiga endurecia o meu coração… gritei, injuriei tudo e todos!
Havia uma coisa a fazer. Entrei dentro do meu carro e dirigi-me para a praia… só aquele cenário que tinha sido testemunha de uma das amizades mais belas e duradouras, podia amenizar a minha dor.
Caminhei ao por do sol… pisei areias infinitas e mergulhei nas águas gélidas do abismo marinho.
Encostei-me a um rochedo, imergente da espuma feita de fúria e desespero. Ao longe, soou uma melodia cálida. Serenei o espírito e busquei a voz.
Ali… no crepuscular luar, encontrei a Deusa perdida da noite. Mareada por luzes soltas, olhou-me. Reconheci o rosto de Isabel… e com um sorriso, desbravou-me ímpetos de amor e de amizades felizes!

A MORTE NÃO EXISTE!


segunda-feira, março 19, 2007 5 Sensações de Mar

A Ti...

Doirados cabelos
que me devolvem
à paixão arrebatadora,
dos instantes etéreos,
feitos de prazer
e da ventura.

segunda-feira, março 12, 2007 2 Sensações de Mar

Lágrimas

Lágrimas…
azul de mar
que não cessa.

O meu rosto…
fronteira incauta
entre dor e água.

Além dos rios…
estou eu…
corpo de mar
que flutua…
que desfruta dos encantos
malfadados prantos…

Oh sonho perdido
entre cascatas ondulantes…

Por sobre os espíritos,
que respiram maresia
nasço e renasço
corpo frágil,
mudo do mundo
e do infinito...

quinta-feira, março 08, 2007 3 Sensações de Mar

Cansaço

Sinto-me cansado, mas ninguém repara...
As forças esvaem-se por entre os meus silêncios...

Quero ficar só...
deixem-me estar na penumbra da noite...
com o luar reflectido
nas minhas luzidias e ternas faces...


quarta-feira, fevereiro 28, 2007 2 Sensações de Mar

Espectros

Espectros da noite…
imensamente perturbados

pelo espelho de mim…


reflexos de luz…

incendeiam rostos
cravados pelo ódio…


à penumbra regressam…

exaustos…

carregados

de angústias e desesperos.


sexta-feira, fevereiro 23, 2007 3 Sensações de Mar

Trovoada (em mim)...

O Céu partiu-se…
uma luz divina iluminou
a minha solidão.

Ao som forte do trovão,
escondi-me sobre a bruma
quente e sedosa da noite.

Rebentaram ventos plangentes…
Sussurraram palavras comoventes…

E eu…
Cercado de espanto,
Procurei a raiva tranquila
De quem padece e não ama…
Dos que sofrem e calam…

Nesta alegoria de retóricas
Infundadas…
Achei-me nu de mim mesmo…

E dos outros também…

Esses a quem a sorte oprime…
e a humilhação impede,
de pronunciar a palavra
AMÉN!

quarta-feira, fevereiro 14, 2007 8 Sensações de Mar

O AMOR

A noite passada sonhei com o amor.
Não me lembro bem a forma que tinha, mas sinto ainda o seu perfume meloso, imerso num caudal de nuvens fofas.
Quando o olhei nos olhos, perguntei-lhe simplesmente quem procurava. Riu-se, esticou as mãos e sussurrou ao meu ouvido palavras que não pude mais esquecer:
- Não procuro… afinal encontrei…
No inicio questionei-me, porque nada entendia… os meus olhos estavam cravados de espanto.
Ele deve ter percebido, pois voltou a repetir aquelas enigmáticas palavras:
- Não procuro… afinal encontrei…
Abraçou-me e senti o seu coração bater junto do meu. Extasiei-me ao sabor daquela paisagem que nos envolvia. Trespassaram-me sentimentos aprazíveis, cândidos, sedutores e orgásmicos.
No tempo imperecível que durou aquele abraço, pareceu-me que o meu Eu não era Eu… viajei por paraísos escondidos e impenetráveis… encontrei encantamentos e devaneios… aterrei em terra fértil, plantada de afectos e de prazeres.
Acordei então, debruçado sobre o colo cálido daquele ser. Acolheu-me com um sorriso e um olhar encantador… libidinoso.
- Diz-me… quem és?
- Neste sonho que alimentaste emotivamente, apareci-te para que acredites em mim… decidi evocar-te para me encontrares aqui… neste lugar limpo de imperfeições e de dor. Eu sou apenas o AMOR…
- O Amor que nos faz sofrer? – questionei perturbado.
- Não… eu sou o Amor que vos faz VIVER!
Senti de repente um aperto no peito e não mais voltei a ver aquela imagem sedutora e amiga.
Agora estava deitado na minha cama… naquele mesmo quarto que me acolhe todas as noites e ao qual eu confio os meus dias…

Quando, com lágrimas nos olhos, me debrucei sobre a janela que espelhava aquela noite límpida, uma constelação de estrelas desenhou num céu translúcido, a carismática frase:

O AMOR FAZ VIVER



segunda-feira, fevereiro 12, 2007 9 Sensações de Mar

Oceano Meu

Numa espreguiçadeira feita de algas
deitei o meu corpo repleto de estrelas…

Por entre o canto doce da Sereia
Esqueci quimeras tristes, amargas…

Apenas o Oceano me inebria...
como lhe pertenço!

Só a sua voz
me acolhe, escuta e seduz…
em cada noite fria…


terça-feira, fevereiro 06, 2007 4 Sensações de Mar

ali...

ali…
onde tudo começou…
ali…
onde o fim principiou…
ali…
onde a praia emudeceu…
ali…
onde o amado fui eu…

ali…
onde te busquei…
ali…
onde te amei…
ali…
onde extasiámos…
ali…
onde fantasiámos…

ali…
onde sonhámos…
ali…
onde ficámos…
ali…
onde o teu ser raiou…
ali…
a minha alma ficou…




sexta-feira, janeiro 26, 2007 2 Sensações de Mar

Francisco, Francisco

Francisco... sempre Francisco...
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Maria Bethânia - Francisco, Francisco
Roberto Mendes/capinam
O menino e velho Chico viagens
Mergulham em meus olhos
Barrancos, carrancas, paisagens
Francisco, Francisco
Tantas águas corridas
Lágrimas escorridas, despedidas
saudades
Francisco meu santo, a velha canoa
Gaiolas são pássaros
Flutuantes imagens deságuam os
Instantes
O vento e a vela
Me levam distante
Adeus velho Chico
Diz o povo nas margens



sábado, janeiro 20, 2007 4 Sensações de Mar

Eu e a Poesia

Natália Correia escreveu que "a poesia é para comer".
Esta é uma enorme verdade...

Eu devoro-a com uma vontade sobrenatural. A minha fotografia (que pela primeira vez é exposta no meu Blog), revela essa ansiedade tremenda de alcançar o âmago da génese de todos os versos!


Este sou eu... em palco... recitando o "Cântico Negro" de José Régio...


Oxalá a Poesia se eternize em mim...



sábado, janeiro 13, 2007 3 Sensações de Mar

Busca

Na minha praia
despida de ódios,

busquei o amor intranquilo e sedento

dos amantes embalados pelo vento.

sábado, janeiro 06, 2007 7 Sensações de Mar

Praia da Despedida e da Saudade

As despedidas custam…
Foi assim naquele por do sol, em que tu me disseste que estava na hora de partires. Eu fiquei sem saber o que responder… afinal, nunca gostei de dizer adeus.
Lembro-me dos teus olhos mareados pela tristeza. Na rocha onde repousávamos, uma ligeira brisa ondulou os meus cabelos. As tuas mãos tocaram-nos e sem dizer mais nada, beijei-te com a força bruta das despedidas infelizes.
A vida é mesmo assim – murmuraste ao meu ouvido. Não soube o que responder… as horas dos amantes são sempre impregnadas de indeléveis mistérios. Raramente sabemos porque razão os prazeres são efémeros, mas intensos.

Passeámos depois pela praia deserta, de mãos dadas e de sorrisos voltados para o horizonte. A noite caía e uma luz brilhava no alto mar. O reflexo da lua projectava a sua solidão nas águas calmas do oceano que tudo leva e tudo dá.
Também ela tinha vindo despedir-se… a sua luz inundou os nossos corpos nús e num impulso encantador, fizemos amor naquelas areias sedentas de paixão.
Quando amanheceu, abracei-me a ti mas não te encontrei… quis beijar os teus lábios, mas o teu rosto não me olhou…
No lugar vazio do teu corpo, apenas o silêncio e a solidão… e foi no cantar daquelas ondas matinais, que chorei a dor da tua ausência.

quarta-feira, janeiro 03, 2007 4 Sensações de Mar

Tudo e Nada

Por vezes sei que parto na busca do tudo e do nada.
Porque amanhã regressarei de mãos vazias e desprovidas de forma,
hoje transcendo-me e julgo olhar o ignóbil
e o absurdo.

Na escuridão do tempo,
reajo com brusquidão ao sol apagado
pela mágoa imperfeita e tosca.

Nos híbridos sons da terra
encontro amálgamas de ódios conspurcados.

A fome dos amores inúteis
penetra-me e aflige-me…
porque tudo se esvai
E nada fica…

Mas o nada sou eu…
e o tudo…
ainda não sei.


terça-feira, janeiro 02, 2007 7 Sensações de Mar

No Bosque dos Enamorados


Lembras-te quando nos encontrámos?
Foi naquela rua movimentada, cheia de fantasmas vagueando sem direcção… tu sorriste-me casualmente e o meu olhar seguiu-te instintivamente até ao dobrar da esquina.
Depois, fui procurar-te ao Bosque dos Enamorados, onde Faunos me esperavam com risos cálidos e mãos cobertas de sonhos.
Ao fundo, a água corria trémula mas decidida. Juro que podia ouvir a sua melodia, impelida por peixes multicores e brincalhões.
Vestidas de branco imaculado, as Fadas do Amor galgaram espaços vindo ao meu encontro. Reconheci-as pelo seu doce aroma a maçã selvagem e pela sua silvestre beleza.
Neste cenário de fantasia, jurei ver ao fundo aquele sorriso, que momentos antes se tinha aberto para mim…
Balbuciei a palavra Amor…uma trovoada de estrelas acercou-se de nós, produzindo um carrossel de luzes, que nos embalou em movimentos de êxtase!
Percorri o teu corpo, em suaves toques impregnados de choques excitantes…
Beijaste-me e da tua boca jorrou mel… abraçámo-nos e ali mesmo, no Bosque dos Enamorados, fundimo-nos num único ser… todo ele feito de Amor… de Excitação… de Prazer!


quinta-feira, dezembro 28, 2006 6 Sensações de Mar

Confissão de Final de Ano


Apetece-me actualizar o blog, escrevendo uma confissão de final de ano sem nexo, mas no fundo, verdadeiramente sentida.
A loucura apoderou-se de mim e perturba-me com pensamentos vindos do nada. É este estado que me conduz a uma inutilidade doentia.
Dizem-me que sou um génio… sou criativo, perspicaz e enérgico.
Estes elogios transformam-me num egocêntrico, que chega a roçar os limites da estupidez e da incompreensão.
Aprendi a viver um dia de cada vez… sem pressas e desejos inúteis! Aprecio o mais simples, o mais natural, o mais verdadeiro.
Orgulho-me do que vivi, embora hoje alguns caminhos tivessem sido palmilhados de forma diferente. Não porque foram errados, mas porque há outras formas de chegar lá…
Passou mais um ano… foi tudo tão rápido… e tanta coisa ainda ficou por fazer…
Aguardo 2007 com a certeza de que a minha felicidade está a ser edificada em alicerces fortes e inabaláveis…
O AMOR, que no Ser Humano é sempre imortal, enche-me de esperança e felicidade absoluta!

FELIZ 2007 para todos!!


sexta-feira, dezembro 22, 2006 4 Sensações de Mar

Feliz Natal

Para todos aqueles, que como eu, ainda acreditam no espírito desta época, desejo um excelente Natal, com muita Paz, Saúde e Amor!
segunda-feira, dezembro 11, 2006 1 Sensações de Mar

Tristeza

Hoje sinto-me triste...
muito mais triste que
a negra tristeza!

Não quero que o dia amanheça...

Vou ficar assim...
enxugando as lágrimas
no pranto da noite.


sexta-feira, novembro 24, 2006 7 Sensações de Mar

Hoje o Sol

Hoje o Sol brilhou para mim...
contou-me histórias engraçadas
e cantou melodias encantadas!


Hoje o Sol iluminou o meu caminho...
e a felicidade vibrou
em cada raio
que eu toquei.



quarta-feira, novembro 22, 2006 3 Sensações de Mar

Destino?

Observei o destino que me acompanhava.
Sorri-lhe...

mas ele apenas me olhou...
pálido... frio...indiferente.



terça-feira, novembro 14, 2006 6 Sensações de Mar

Dúvidas... dúvidas e dúvidas

Se o amor voltou, tal como sinto, será que o devo aceitar?
As palavras são doces e o coração está guloso de amar...

Mas... e depois?
Não sei se quero...



quinta-feira, novembro 09, 2006 18 Sensações de Mar

Minha Rainha YEMANJÁ

Minha protetora Yemanjá.
Enfermeira dos que sofrem, consoladora dos aflitos, conselheira dos angustiados.
Mãe de todos.
Agradeço de tantas graças que nos concedes.
Indigno-me de tua áurea luminosa.
E rendo-te minha homenagem,rainha das águas.
Que contribui caridade e amor,entre todos os seus filhos.
Eu te agradeço senhora Mãe Yemanjá,por me atender nas horas que recorro a teus poderes divinos graças te dou Yemanjá.
Pelas tuas radiações milagrosas, agradeço, dizendo, obrigado por tua proteção constante que tens proporcionando por nossos irmãos que sofrem.
Curvo-me diante de ti e rogo-me, continue dando proteção a teus devotos.
Que dedicam amor profundo.
Que tua áurea bendita continue protegendo e vibrando bondade.
De paz e saúde sobre aqueles que te ajoelham suplicando aos seus pés.
Dai-nos a tua proteção pura e conforto da alma.
Suplico nesta mensagem porque creio em teu poder imenso assim seja.
Minha mãe querida Yemanjá.

Seus filhos chamam-na e saúdam-na:

“Odo Iyá, a Mãe do rio, ela não volta mais.
Yemanjá, a rainha das águas, que usa roupas cobertas de pérola.”


Ela tem filhos no mundo inteiro.
Yemanjá está em todo lugar onde o mar vem bater-se com suas ondas espumantes.
Seus filhos fazem oferendas para acalmá-la e agradá-la.

Odô Iyá, Yemanjá, Ataramagbá
Ajejê lodô! Ajejê nilê!
“Mãe das águas, Yemanjá, que estendeu-se ao longe na amplidão.
Paz nas águas! Paz na casa!”



sábado, outubro 28, 2006 4 Sensações de Mar

PENSAMENTO EM QUATRO PONTOS

1.

Defino-me com subtilezas inúteis e palavras vãs...

2.

Alegro-me com passadas fortes em caminhos fecundos…

3.

Volvo à terra prometida, onde a Deusa me espera…

4.

Abraço e beijo seres que me contam histórias verdadeiras…

de sonhos e aflições segregadas…



segunda-feira, outubro 16, 2006 7 Sensações de Mar

PARABÉNS

Hoje faço anos.

Antes de esperar que os outros me congratulassem pela passagem de mais um ano (facto por si só, aglutinador de sentimentos depressivos), olhei para o espelho e desejei-me felicidades.

Senti um vazio estranho e constrangedor. Os 29 anos não me pesam absolutamente nada… mas apeteceu-me olhar bem para mim e procurar chegar ao âmago do meu ser.

Re(vivi) derrotas e vitórias… conquistas e perdas… amores e desamores…

Não posso dizer que esteja numa fase feliz da minha vida… tranquilamente, resolvo os problemas que por ignorância ou descuido decidi evocar…

Choro e lamento o que devia ter feito e não fiz… traço caminhos com destinos marcados, em horizontes firmes e belos.

E no fundo, ainda tenho esperança no futuro…

Sou um pássaro… almejo céus deslumbrados, em paisagens verdes e de aromas penetrantes.
Nas águas cristalinas mergulho, numa felicidade voraz e gritante…

Cumpri mais um ano da minha existência entre saltos e quedas desmesuradas, mas eternas…




sábado, outubro 14, 2006 0 Sensações de Mar

AJUDA DE BERÇO

Já que estou na onda da solidariedade, aqui fica mais um site que devem visitar diariamente e clicar no banner respectivo, para que algumas empresas possam ajudar esta prestigiada Instituição.

UM COLO PARA CADA CRIANÇA - AJUDA DE BERÇO



sexta-feira, outubro 06, 2006 2 Sensações de Mar

Solidariedade


Solidariedade é uma palavra bonita, que deve ser posta em prática. Tenho um sonho desde criança, que é o de participar activamente numa campanha humanitária num País africano. Por isso, decidi abrir espaço no meu Blog para divulgar campanhas e projectos.
Inicio com "Raising Malawi". Um interessante projecto com foco no País mais pobre do mundo!

Para conhecer este projecto, clique na imagem.



terça-feira, setembro 19, 2006 1 Sensações de Mar

Uma Música III

Podem pensar que ando com falta de inspiração!
Nada disso... apenas me comovo mais e mais com a beleza das letras e músicas que pertencem ao meu espólio emocional...


GENTE HUMILDE
Letra:Vinícius de Moraes Música: Garoto/Chico Buarque

Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Feito um desejo de eu viver
Sem me notar
Igual a como

Quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem
Vindo de trem de algum lugar
E aí me dá
Como uma inveja dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar

São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias

Como a alegria
Que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza

No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio

Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar




terça-feira, setembro 05, 2006 1 Sensações de Mar

Uma Música II


BALADA DA ESTRADA DO SOL
(André Sardet)
Sigo a estrada que me vai levar ao Sol
Há 7 dias que caminho sem parar
Sou uma criança com licença para sonhar
Leio histórias em sorrisos de embalar
E vou pedir ao Deus do Sol para me adoptar
Perfilhar-me e nunca mais me abandonar
Afinal o Sol também é meu
Quero o raio que só ele me prometeu
Nestra estrada o cansaço não existe
O fim está longe mas o corpo não desiste
Levo nos braços a guitarra para tocar
Tenho por coro a velha Estrela polar

Hoje quero partir por esta estrada... quero tocar o Sol...

quinta-feira, agosto 31, 2006 2 Sensações de Mar

Finalmente...

Não posso mais adiar...

Perderia o rumo à minha vida e mais tarde o arrependimento seria dolorosamente penoso!


No próximo fim de semana vou começar a escrever o meu livro...



quarta-feira, agosto 30, 2006 0 Sensações de Mar

GRUTA DE CORAIS

Se perguntares ao mar por mim, ele irá responder que o seu viajante se encontra na mais funda gruta de corais…

então, irás ver-me na companhia da bonita Sereia, rodopiando por entre Peixes Palhaço e criaturas marinhas encantadas...



terça-feira, agosto 29, 2006 2 Sensações de Mar

Uma Música

Hoje apetece-me colocar uma das minhas músicas preferidas. "Mummer´s Dance" na voz extraordinária de Loreena Mckennitt.

Loreena McKennitt - The mummers' dance

When in the springtime of the year
When the trees are crowned with leaves

When the ash and oak, and the birch and yew

Are dressed in ribbons fair

When owls call the breathless moon
In the blue veil of the night
The shadows of the trees appear
Amidst the lantern light

Chorus:
We've been rambling all the night
And some time of this day
Now returning back again
We bring a garland gay

Who will go down to those shady groves
And summon the shadows there
And tie a ribbon on those sheltering arms
In the springtime of the year

The songs of birds seem to fill the wood
That when the fiddler plays
All their voices can be heard
Long past their woodland days

Chorus

And so they linked their hands and danced
Round in circles and in rows
And so the journey of the night descends
When all the shades are gone

"A garland gay we bring you here
And at your door we stand

It is a sprout well budded out

The work of our Lord's hand"

Para ver o video, clique na imagem:



segunda-feira, agosto 28, 2006 2 Sensações de Mar

PENSAMENTO IV

Sei que vale a pena.

O Sonho não acabou...
apenas adormeceu
de cansaço.

Agosto/2006



segunda-feira, agosto 21, 2006 0 Sensações de Mar

VERDES ANOS

Hoje caminhei sem destino, com este poema por companhia...
A voz de Dulce Pontes segredava-me os "Verdes Anos"
e então chorei... chorei...
VERDES ANOS
Era o amor
Que chegava e partia
Estarmos os dois
Era um calor, que arrefecia
Sem antes nem depois
Era um segredo
Sem ninguém para ouvir
Eram enganos e era um medo
A morte a rir
Dos nossos verdes anos
Foi o tempo que secou
A flor que ainda não era
Como o outono chegou
No lugar da primavera
No nosso sangue corria
Um vento de sermos sós
Nascia a noite e era dia
E o dia acabava em nós
Pedro Tamen

0 Sensações de Mar

Clarice Lispector

Se tudo existe é porque sou. Mas por que esse mal estar? É porque não estou vivendo do único modo que existe para cada um de se viver e nem sei qual é. Desconfortável. Não me sinto bem. Não sei o que é que há. Mas alguma coisa está errada e dá mal estar. No entanto estou sendo franca e meu jogo é limpo. Abro o jogo. Só não conto os fatos de minha vida: sou secreta por natureza. O que há então? Só sei que não quero a impostura. Recuso-me. Eu me aprofundei mas não acredito em mim porque meu pensamento é inventado.

Clarice Lispector






quarta-feira, julho 19, 2006 6 Sensações de Mar

A LUZ...

SERÁ QUE POSSO ENCONTRAR A LUZ AO FUNDO DO TÚNEL?



3 Sensações de Mar

RAIVA

RAIVA
RAIVA
RAIVA
RAIVA

MUITA RAIVA


E uma ânsia imediata de morrer!





quarta-feira, julho 12, 2006 4 Sensações de Mar

PENSAMENTO III

Às vezes penso no mundo e fico triste.
Os abutres acercam-se das almas frágeis e ingerem-nas sofregamente.

Ninguém olha para ninguém e tudo é caos...

A solidão e a revolta invadem-me e magoam-me.

Só nas águas claras da ribeira da minha infância encontro paz... e mergulho então na minha existência, para tentar compreender o mundo.



terça-feira, julho 04, 2006 2 Sensações de Mar

PENSAMENTO II

Passam as horas e a paz tarda...
e na obscuridão do tempo, reconheço o destino que me ludibria.
sexta-feira, junho 16, 2006 4 Sensações de Mar

Saudades de Sophia...

Hoje o dia amanheceu cinzento. Peguei num livro de Sophia de Mello Breyner Andresen e limitei-me a reler aqueles poemas, que me sabem sempre a mistura de néctares celestiais, servidos em fina taça dourada.


Olhei para o céu e exclamei: "Saudades de Sophia!".




Poema

A minha vida é o mar o Abril a rua
O meu interior é uma atenção voltada para fora
O meu viver escuta
A frase que de coisa em coisa silabada
Grava no espaço e no tempo a sua escrita

Não trago Deus em mim mas no mundo o procuro
Sabendo que o real o mostrará

Não tenho explicações
Olho e confronto
E por método é nu meu pensamento

A terra o sol o vento o mar
São a minha biografia e são meu rosto

Por isso não me peçam cartão de identidade
Pois nenhum outro senão o mundo tenho
Não me peçam opiniões nem entrevistas
Não me perguntem datas nem moradas
De tudo quanto vejo me acrescento

E a hora da minha morte aflora lentamente
Cada dia preparada


Sophia de Mello Breyner Andresen



 
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